domingo, agosto 23

 

CELEBRAR AMÁLIA NO SEU CENTENÁRIO E SEMPRE!

Celebramos o centenário do nascimento de Amália, personalidade que merece homenageens pelo que representa na cultura e música portuguesas. Se as pessoas são as suas circunstâncias, a excecionalidade de Amália ultrapassou as circuntâncis em que nasceu e engrandeceu-nos a todos nós.

Amália ultrapassou as nossas fronteiras e as da língua portuguesa, mas o feito maior terá sido trazer novas respirações, novos mundos ao fado, numa interpretação original e absoluta, de tal forma que se continua hoje a procurar gravações da fadista - os nossos parabéns ao projeto liderado por Frederico Santiago, que visa resgatar dos arquivos essas interpretações plenas de cor e brilho solar - .

Escutar Amália é sempre inspirador e traz-nos novas rotas.

É isso que celebramos neste centenário; a individualidade artística, irrepetível, de Amália! O que a diva reiventou, tendo conseguido levar o fado dos “acanhados” retiros para os grandes palcos sem o atraiçoar, porque o quando Amália canta o Pedro Rodrigues ou o Primavera, no Bobino de Paris ou no Town Hall, em Nova Iorque, é o fado no esplendor de uma voz que a ele se entrega em pleno.

Talvez porque nela encerra o que referenciamos ao fado, nostalgia, solidão, estranheza e paixão, como Amália o afirmou ela era o “prato forte do fado”, só não explicou como tudo isto se recriou em si, tornando-a, definitivamente, um padrão pelo qual todos se aferem, sem favor.

O fado na sua voz tornou-se um canto universal, muito antes de se ter tornado património da humanidade. Argentinos, franceses, japoneses, russos ou norte-americanos já se tinham rendido a este canto nascido em Lisboa, com todas as referências de uma cidade onde se acotelavam tradições longínquas  e antigas. É também todo este passado dramático que ressoa nas interpretações de Amália, sem peso de pecado ou culpa.

Uma voz que veio dos princípios  dos tempos, qual uma manhã clara, sem peias, uma nova aurora .

Amália inovou, trouxe  um canto renovado que nos motivou e nos emanou, a ponto de se ter confundido com a portugalidade. Quando estamos sempre na demanda  de um graal da nossa identidade, adotámo-la, não sem razão; a sua interpretação remete-nos para uma salinidade marítima e tem o talhe das pedras, numa solenidade quase religiosa.

É AMÁLIA e está tudo dito, uma interpretação plena de imaginação, cor e brilho, num contraste com os vestidos pretos que tanto usou.

Parabéns Amália e obrigado!

Pedro Almeida

 

 

 

domingo, dezembro 9

Em Defesa do Fado Tradicional





A 24 de Outubro de 2017 a APAF organizou um encontro, muito concorrido, no Museu do Fado, para debater o Fado Tradicional, tendo como premissa a sua defesa, ao considerarmos que, face à multitude musical e cultural, à promoção e interesse pela música de fusão, o fado na sua distinta e insígne vertente tradicional, correr risco de descaracterização.
A sessão foi moderada pelo nosso associado Nuno Lopes, e contou com a participação dos também associados Daniel Gouveia e António Rocha, e da presidente da APAF, Julieta Estrela.
Participaram vários elementos do público, António Rocha cantou acompanhado pelos músicos Jorge Silva, na guitarra portuguesa, e Paulo Ramos, na viola, que muito ajudaram a ilustrar a sessão com apontamentos fadistas.

domingo, julho 10

Guitarra portuguesa história de um instrumento de origem cortesã





Há tempos, fui abordado para escrever uma rubrica sobre um assunto polémico e delicado: o Fado.
Como amante do fado que sou, é evidente que me senti lisonjeado com tal distinção, embora sabendo que existem tantos amantes desta canção que apresentariam um currículo mais aliciante e favorável à escolha.
Aceitei mesmo assim o desafio, até porque ele veio ao encontro a um horizonte cultural que sempre pretendi dilatar, ponderando os prós e os contras, aventurei-me a dar uma opinião embora sumária sobre este assunto.
Ao iniciar esta rubrica, um problema de ordem cronológica deparou-se-me, escrever sobre fado como música e canto, ou fazer primeiro, uma abordagem à guitarra portuguesa.
A razão é simples, este instrumento de origem cortesã não consta ter sido mobilizada pelo Fado quando do seu aparecimento, embora não se possa dissociar o Fado da guitarra portuguesa. É um casamento perfeito.
Sem qualquer pretensão de investigador, começo por situar o primeiro método de estudo para guitarra, de António da Silva Leite, mestre de capela da cidade do Porto, onde nasceu a 23 de maio de 1759 onde veio a falecer a 19 de janeiro de 1833 com 74 anos. Silva Leite consagrou-se como músico erudito de grande sensibilidade.
Aos 28 anos abandonou os estudos eclesiásticos depois de ter recebido as ordens menores, talvez não tivesse sido alheio a esta vocação uma ilustre senhora de Taverede D. Antónia Magdalena de Quadros e Sousa, digníssima dama a quem o mestre de capela dedicou o estudo de guitarra em que se expõe o meio mais fácil para aprender a tocar este instrumento.
Este método foi publicado no dia 15 de março de 1796 e pode afirmar-se que fica uma data simbólica da nacionalidade de um instrumento inglês chamado cistre, ao qual Silva Leite chamou guitarra portuguesa. O preço de venda do opúsculo era 1.200 réis, e divide-se em duas partes: a primeira é sobre as técnicas utilizadas e as afinações, e a segunda sobre as melodias que podiam ser tocadas por este instrumento palaciano como minuettos, marchas, allegros, contradanças e os acordes mais simples para iniciados.
Em 1814 editou um “Tanto Ergo” a quatro vozes, que ainda hoje se pode ouvir em solenidades religiosas.
A guitarra de Silva Leite, segundo o meu amigo, o investigador e musicólogo José Lúcio Ribeiro de Almeida, um dos sócios fundadores da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado, tinha
dez cordas distribuídas por seis ordens, onde as quatro primeiras eram duplas e a quinta e sexta simples, em bordão.
A afinação que Silva Leite usava na sua guitarra era a seguinte: Sol – Mi – Dó – Sol – Mi - Dó, afinação dada das cordas mais finas para as mais grossas. O sistema de afinação era mecânico em “leque” por chave de relógio e a escala do instrumento só tinha doze trastes (“trastes ou pontos”).
Atualmente, a guitarra de Lisboa tem doze cordas emparelhadas em seis ordens duplas e afina da aguda para o grave: Si – Lá – Mi – Si – Lá – Ré -.
A Guitarra de Coimbra, por seu turno, afina um tom a baixo da de Lisboa: Lá – Sol – Ré – Lá – Sol - Dó -, o que lhe confere uma  sonoridade mais toeira, mais “grave”, tendo uma técnica de tocar muito diferente da de Lisboa.
Foi longo o percurso das modificações efectuadas pelos guitarreiros desde a guitarra de Silva Leite ao actual, e tal como um fado vivido que nos alcança e não o desvendamos completamente.
Em qualquer país civilizado, onde a cultura é sentida pelos seus governantes, seria motivo de homenagem ao homem que conferiu a certidão de nascimento a um instrumento tão querido ao povo lusíada, que sempre cultivou a arte de a dedilhar e ouvir. Este instrumento tão régio, como popular, em que povo escreveu toda a sua história em música e poemas narrativos das classes sociais que necessitam ser ouvidas.
Em 1922 surgiu o quinzenário de literatura e poesia porta-voz do fado Guitarra de Portugal, propriedade do poeta João Linhares Barbosa, que elegeu a guitarra portuguesa como expressão
conseguida da nossa sensibilidade nacional.
Estaremos a eternizar uma mensagem histórica. Uma identidade a preservar.
Luis de Castro
Presidente do Concelho Fiscal da Associação Portuguesa dos
Amigos do Fado

quinta-feira, maio 26

Fados na abertura da exposição de Fernando Farinha






“A voz mais portuguesa de Portugal” é o título da exposição organizada pela Associação que é inaugurada no dia 01 de Junho às 18:00 no Espaço de Santa Catarina (Palácio Cabral), junto à igreja de St.ª Catarina, na calçada do Combro. Exposição dedicada ao grande fadista, compositor e letrista Fernando Farinha (1928-1988), que inclui fotografias, algumas inéditas, recortes de imprensa, cartazes e revela uma das mais surpreendentes facetas do “miúdo da Bica”, a de caricaturista.
A exposição realiza-se no âmbito das atividades da Junta de Freguesia da Misericórdia, a quem agradecemos toda a disponibilidade, e conta com a parceria da Fundação Manuel Simões, de Daniel Gouveia Edições e do Ateliê-Museu Júlio Pomar.
No dia da inauguração apresentamos uma sessão de fados com a participação de Maria de Fátima, Clara Cristão, Tiago Correia, Jorge Morgado, e todos os que quiserem participar, que serão acompanhados por Paulo Silva, na guitarra portuguesa, e Augusto Soares, na viola. Esta é a primeira iniciativa paralela à exposição, que ficará patente de terça a sexta-feira entre 15:00 e as 21:00, e aos sábados entre as 10:00 e as 16:00.
A Associação conta ainda organizar um outro momento de fado no dia 22 de junho, pelas 19:00, e projetar o filme “O miúdo da Bica”, seguido de uma conversa com o público, no dia 17, pelas 17:30. Esteja atento e siga-nos aqui.
A APAF agradece os apoios e os incentivos já recebidos, destacando, gratamente, o do advogado Nuno Siqueira, conhecido nome do meio fadista, que faciltou alguns objetos do seu espólio para expormos.

terça-feira, maio 24

Fernando Farinha

Entrada livre.

 Contamos consigo e traga um amigo

segunda-feira, maio 23

Exposição “A voz mais portuguesa de Portugal”




A Fundação Manuel Simões (FMS) associa-se à exposição sobre Fernando Farinha, “A voz mais portuguesa de Portugal”, organizada pela Associação Portuguesa dos Amigos do Fado, que é inaugurada no dia 01 de Junho às 18:00 no Espaço de Santa Catarina (Palácio Cabral), junto à igreja de St.ª Catarina, na calçada do Combro.
Exposição dedicada ao grande fadista, compositor e letrista Fernando Farinha (1928-1988), que inclui fotografias, algumas inéditas, recortes da imprensa, cartazes e revela uma das mais surpreendentes facetas do “miúdo da Bica”, a de caricaturista.
“Esta exposição revela um fadista do qual nos vamos esquecendo, mas incontornável na história do fado, e um dos objetivos da Fundação é a divulgação do fado, e contribuir para o seu melhor conhecimento”, salienta a presidente da FMS, Rosa Amélia Piegudo.
“Esta exposição vai contar uma história de vida e, entre outros inéditos, revela a faceta de caricaturista de Fernando Farinha, algo que a maioria de nós desconhecia por completo”, enfatizou Rosa Amélia Piegudo.
A FMS estabeleceu uma parceria com a APAF, detentora do espólio de Fernando Farinha, no âmbito da qual intervém em diferentes áreas de trabalho, designadamente na organização do percurso expositivo e a montagem.



No dia da inauguração realiza-se uma sessão de fados com a participação de Maria de Fátima, Clara Cristão, Tiago Correia, Jorge Morgado, e todos os que quiserem participar, que serão acompanhados por Paulo Silva, na guitarra portuguesa, e Augusto Soares, na viola.
Esta é a primeira iniciativa paralela à exposição, que ficará patente de terça a sexta-feira entre 15:00 e as 21:00, e aos sábados entre as 10:00 e as 16:00.
No dia 22 de junho volta a realiza-se uma sessão de fados, e está previsto ainda a exibição do filme “O miúdo da Bica”, de Constantino Esteves, seguida de uma conversa com o público.
A exposição conta com o apoio da Junta de Freguesia da Misericórdia, e no âmbito da qual será editado um catálogo com uma biografia do criador de “Cinco bairros”.
No âmbito das parcerias esta exposição conta ainda com as de Daniel Gouveia Edições e do Ateliê-Museu Júlio Pomar.


A exposição fica patente até 24 de junho no seguinte horário: de terça a sexta-feira entre 15:00 e as 21:00, e aos sábados entre as 10:00 e as 16:00.
Esteja atento e siga-nos no facebook: https://www.facebook.com/fernando.farinha.5095.

segunda-feira, maio 19

VINTE ANOS



Celebração do 20.º aniversário da APAF
A Associação Portuguesa dos Amigos do Fado inicia este mês com um jantar-palestra o ciclo de celebrações dos 20 anos da nossa fundação que se prolonga até 2015, e para qual estão previstas diversas iniciativas, assim como agradecemos todas as sugestões que nos possam enviar.
Assim, no próximo dia 28 de Maio às 21:00 realiza-se no restaurante Fado Maior, que já nos tem acolhido noutras iniciativas, um jantar-palestra com o distinto catedrático Miguel Angel Vera, seguindo-se fados e guitarradas.
Segundo informação disponibilizada pelo nosso associado Daniel Gouveia, Miguel Angel Vera lecciona, entre outras, a cadeira de Cultura Portuguesa na Universidade de Santiago do Chile. Grande amigo de Portugal, para além da actividade docente faz conferências por toda a América-latina sobre temas como Camões, Eça de Queiroz, folclore português, Fado e as suas figuras mais proeminentes.
Como etnomusicólogo, estudou semelhanças entre vários géneros poético-musicais autóctones de cidades portuárias do Atlântico e do Pacífico - tango, bolero, vals porteño, ranchera de Varacruz -, chegando à conclusão – que provou com dados seguros, de que o Fado está na origem desses géneros. Chamou a esta tese “O Género Portuário”.
Difundiu esta sua teoria em 1998 através da Internet, e foi convidado a participar no I Colóquio Internacional de Fado, em 2001.
Miguel Vera tem vindo a ampliar as investigações sobre “O Género Portuário” nos aspectos histórico, musicológico comparado, antropológico, simbólico-cultural, sócio-político, novas tendências, etc..
Como se trata de uma noite festiva a APAF pratica um preço especial para todos os que a constituem e fazem a sua força.



                                  Jantar-Convívio
Ementa


Entradas
Pão, azeitonas, queijo regional e chouriço assado.
Prato
Lombinhos au Madeira com arroz alegre.
Sobremesa
Arroz doce e pudim flan.
Bebidas
Vinho da Casa.

Restaurante Fado Maior - Largo do Peneireiro, 7

Preço: Sócio e acompanhante - 15 euros
Não-sócios - 22,50 euros

Reservas até 24 de maio através dos telefones


                                            213968639 ou 966877327

POETAS POPULARES





Livro de Daniel Gouveia e Francisco Mendes sobre poetas de Fado



A antologia “Poetas Populares do Fado Tradicional”, organizada pelo nosso associado Daniel Gouveia com o conhecido estudioso Francisco Mendes foi apresentada no passado dia 13 de Maio, no Museu do Fado, pelo nosso também associado, o musicólogo Rui Vieira Nery.

Este livro faz parte do plano editorial de salvaguarda, da candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade, e reúne produções de 27 poetas para melodias do fado tradicional.

Num total de 310 páginas, entre os poetas antologiados constam, entre outros. Carlos Harrington, Avelino de Sousa, Gabriel de Oliveira, Fernando Teles, Silva Tavares, João Linhares Barbosa, Domingos Gonçalves Costa, Henrique Rêgo e Frederico de Brito.

Artur Soares Pereira, Maria Manuel Cid, Lopes Victor, António Amargo, Amadeu do Vale, Armando Neves, Carlos Conde, João Dias, João da Mata, Francisco Radamanto e o Conde de Sobral, Jorge Rosa, Artur Ribeiro e A. Vilar da Costa são outros nomes.

Os autores apresentam letras exclusivas para fado tradicional, inclui um mini-biografia de cada um, assim como uma análise literária e comentários a propósito.


quinta-feira, março 27

ASSEMBLEIA-GERAL ORDINÁRIA



O guitarrista Paulo Valentim, nosso associado, regressou de Macau, onde esteve desde 2011, e está agora à frente da Parreirinha de Alfama, com o violista Bruno Costa.
Em Macau, entre outras iniciativas, como ter realizado a exposição “Segredos”, de azulejaria, outra arte em que desenvolve o seu talento, criou o núcleo de fados da Casa de Portugal em Macau, e colaborou com o Museu do Vinho, naquele território autónomo da China.
Em Macau, Paulo Valentim orientou aulas de guitarra portuguesa e de azulejaria, tendo participado com Bruno Costa, no Festival Internacional de Música do território.
Paulo Valentim acompanhou nomes como Fernando Maurício, Katia Guerreiro, Mafalda Arnauth, entre outros.
“Pranto de amor ausente” e “Segredos” são alguns dos mais conhecidos temas de sua autoria. Compôs e escreveu para várias marchas de Alfama, bairro que agora o acolhe.
“Fado história de um povo” musical de Filipe La Féria, contou também com a sua presença no grupo de compositores.
A Parreirinha de Alfama era a antiga casa, da também associada Argentina Santos, actualmente já retirada de cena, e a viver na Casa do Artista, em Carnide.
Nesta casa fundada na década de 1950, os novos proprietários pretendem apresentar um cartaz com diferentes gerações fadistas.
Aos novos proprietários a APAF deseja as melhores prosperidades.

Assembleia-Geral ordinária

De acordo com os Estatutos desta Associação e nos termos previstos no artigo 14.º, a presidente da Assembleia-Geral, Helena do Ó, convoca para o próximo dia 30 de Março pelas 17:00 uma assembleia-geral ordinária para a apresentação e discussão de contas do exercício, relatório e parecer do Conselho Fiscal relativamente ao ano transacto – 2013 -.

A assembleia-geral está marcada para as 17:00 no Largo do Peneireiro, n.º 7, em Alfama (restaurante Fado Maior).

A assembleia inicia-se trinta minutos após a primeira convocatória com qualquer número de associados presentes, caso não haja quórum à primeira convocatória.




No mês de Maio, no dia 28, a Associação conta organizar um encontro, no restaurante Fado Maior em Alfama, com o investigador Miguel Ángel Vera Sepúlveda, da Universidade de Santiago do Chile, que apresentou uma tese intitulada “Género Portuário” à qual já o nosso associado Daniel Gouveia fez referência numa palestra realizada em Dezembro passado no Museu de Marinha, em Lisboa, no âmbito do Grupo de Amigos daquele museu. 
Daremos pormenores num próximo boletim.

quarta-feira, março 5

ARLETE PEREIRA

LOCUTORA  ARLETE PEREIRA

FOI COM PESAR QUE A NOSSA ASSOCIAÇÃO RECEBEU A NOTICIA DO FALECIMENTO DA NOSSA ASSOCIADA, COLABORADORA E GRANDE IMPULSIONADORA, A QUEM A A.P.A.F. MUITO FICOU A DEVER POR TODO O EMPENHO QUE DEDICOU A NOSSA CAUSA, ESTANDO SEMPRE PRONTA PARA DIVULGAR E COLABORAR CONNOSC.



SABEMOS QUE FALECEU SEXTA-FEIRA DIA 28-02~2014 E QUE AMANHÃ QUINTA-FEIRA DIA 06-03-2014 ESTARÁ PELAS 9 HORAS NA CASA MORTUÁRIA FRENTE AO CEMITÉRIO DE ODIVELAS

quinta-feira, novembro 21

TEATRO MARIA VITÓRIA



LANÇAMENTO DO LIVRO DE ERCILIA COSTA TERÇA-FEIRA DIA 26 18 H0RAS

CONVITE AOS ASSOCIADOS

  • O Drº Jorge Trigo convida todos os nossos Associados a estarem presentes no lançamento do seu livro
  •  Jorge Trigo
  • Jorge Trigo
    Entrámos em Novembro. Será no final deste mês a sessão de lançamento do livro da minha autoria, intitulado "Ercília Costa - Sereia Peregrina do Fado", da Editora Fonte da Palavra. O evento decorrerá no Teatro Maria Vitória. Dedico esta obra, conforme consta do livro, a:
    Nunes Forte, profissional da Rádio e Televisão, com 50 anos de carreira, autor do prefácio, que mantém viva a memória de Ercília Costa
    Hélder Freire Costa, empresário do Teatro Maria Vitória, onde Ercília actuou nos primeiros anos da sua carreira, pela mão de Eugénio Salvador
    José Manuel Osório, investigador e fadista, figura incontornável na História do Fado e que nos deixou recentemente
    Fadista D.Vicente da Câmara, pelos seus 65 anos de Carreira
    Professor e musicólogo Rui Vieira Nery por levar o Fado para a Universidade, pelo seu papel fundamental na classificação do Fado como Património Imaterial da Humanidade, e pelos seus relevantes trabalhos, com destaque para a sua obra “Para Uma História do Fado”
    Vítor Duarte, investigador e fadista, neto de Alfredo Marceneiro, grande amigo e colega de Ercília Costa, pelo seu empenho em colocar Lisboa no Guiness, como a cidade mais cantada do mundo, e pelo excelente blog criado com esse objectivo
    Daniel Gouveia, investigador e fadista, pelos seus trabalhos de divulgação da História do Fado
    Associação Portuguesa dos Amigos do Fado, pelo trabalho desenvolvido em prol do Fado

domingo, novembro 10

19.º Aniversário

Algumas das fotos do nosso jantar

Restaurante Fado Maior





segunda-feira, outubro 28

19 º ANIVERSÁRIO

Foi ontem dia 26/10/2013 que festejámos mais um ano da nossa Associação, 19 Primaveras, noite agradável, de bom convívio, interessante tema apresentado por Daniel Gouveia, e a evocação do grande nome do Fado que foi Ercília Costa por o autor da sua biografia que dentro de dias estará á venda, Drº Jorge Trigo, e claro como não poderia deixar de ser o bom Fado como é habitual no Fado Maior, com Bruno Igrejas, Mena Sobral, nosso associado Jorge Morgado, outra associada Adozinda Fonseca, e Julieta Estrela, com os acompanhantes na viola Carlos Lopes, e na guitarra Portuguesa José Braga.
Deixamos aqui o nosso agradecimento a todos os sócios que estiveram presentes que nos vão incentivando a continuar com os eventos
que vão acontecendo desde 1994 com mais ou menos assiduidade mas não fugindo aos objectivos para os quais a nossa Associação foi criada numa altura em que falar de Fado, da sua história, e da sua gente era um tema sem interesse para a maioria das pessoas que hoje são as primeiras a estar na 1ª linha dos acontecimentos.
Apesar de todas as dificuldades sentimos orgulho de tudo quanto fizemos e venhamos a fazer.

SAUDAÇÕES FADISTA

segunda-feira, outubro 14



Celebração do 19.º aniversário

Como tradicionalmente, a APAF celebra o seu aniversário, com um jantar convívio que se realizará no restaurante Fado Maior. A opção pelo Fado Maior, no Largo do Peneireiro, em Alfama, que já recebeu outros eventos da Associação, deve-se à facilidade da sua proprietária, relativamente às reservas, dada a escassa adesão dos associados às últimas iniciativas da Associação. No circuito comercial normal, não é possível, a preços acessíveis, garantir um número de lugares que pode ser de menos das duas dezenas, a um número mais elevado de participantes, como todos desejamos. Compreendemos, certamente, que existem factores que levam a uma necessidade de reduzir algumas despesas.
Sublinhamos que esta facilidade em receber grupos mais pequenos, e de não termos à partida de adiantar uma estimativa de par-ticipantes, como é habitualmente exigido, só é possível num restaurante de alguém amigo e, consequentemente, amigo do Fado.
No decorrer do jantar convívio o associado Daniel Gouveia, que já colaborou noutras iniciativas, fará a apresentação do tema “O Fado e o Mar”, com recurso à projecção de diapositivos.
O investigador Jorge Trigo antecipará a sua biografia sobre a fadista Ercília Costa (1902-1985), que será editada, brevemente, em livro.


Jantar Convívio
Apresentação de “O Fado e o Mar”, por  Daniel Gouveia

Sábado - dia 26 de Outubro - às 19:30

Menu
Entradas
Chouriço assado, queijo regional, pão e azeitonas
Prato principal
Lombinhos de Pescada à Fado Maior
Sobremesas
Arroz Doce, Mousse de Chocolate ou Pudim Flan
Bebidas
Vinhos Branco ou Tinto e Águas
Café

Preço: 20 euros para sócios e acompanhantes/ 25 euros para não sócios.
Reservas até dia 24 através do telefone 213968639 ou o telemóvel 966877327

terça-feira, agosto 20

Resposta do Srº Jose Silva Carvalho


Ex.mos Senhores

D. Julieta e Luís de Castro

APAF



Como autor da pequena brochura "A Severa e a Madragoa", executada quando do descerramento da placa evocativa do nascimento de Maria Severa no passado dia 26 de Julho, fui contactado pelo Sr. Luís Monteiro, Presidente da Junta de Freguesia de Santos-o-Velho, que me re-enviou o "e-mail" da Sra. D. Julieta e do Sr. Luís de Castro, em nome da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado.

Tenho conhecimento há bastante tempo das certidões de casamento dos pais e de nascimento e óbito de Maria Severa, aliás tornadas públicas por vários olisipógrafos, alguns dos quais nomeados na pequena brochura que citei.

Importa no entanto diferençar o baptismo da mítica fadista no mês de Setembro de 1820 e o local do seu nascimento em Julho do mesmo ano, já que não há quaisquer dúvidas quanto ao local do seu falecimento assim como da sua última morada.

A investigação que fiz não desdiz qualquer documentação oficial conhecida e baseia-se em testemunhos escritos e orais, alguns do tempo da Severa, e na transmissão oral de gerações. Julgo importante alguma prudência nesta temática e, sobretudo, o afastamento de qualquer bairrismo do tipo Mouraria versus Madragoa, pois a emoção certamente que toldará a razão.

Sendo embora fortíssima a probabilidade de Maria Severa ter nascido na antiga Rua da Madragoa (actual Vicente Borga), foi mesmo assim prudente o teor do texto da placa/lápide, como certamente terão reparado.

Não julgo positivo para a história de Lisboa e para a história do fado, a difusão de verdades "falsas" ou no mínimo especulativas.

Esta minha resposta tem igualmente como motivo o respeito que tenho pela APAF, a quem aliás em finais dos anos 90 ofereci com gosto o livro que então escrevi: "Madragoa - sons e arquitecturas". Esse respeito manteve-se, tendo eu nesta pequena brochura sobre a Severa citado até um documento elaborado pela Associação Portuguesa dos Amigos do Fado.

Embora julgue que já tenham lido "A Severa e a Madragoa", se por qualquer motivo não o fizeram, tenho o maior prazer em enviar um exemplar.

Com os melhores cumprimentos e disponível para quaisquer "trocas de impressões",



José Silva Carvalho